Marketing e gestão de ativos desportivos

O dinheiro existe. Sua entidade é que não está apta a recebê-lo.

Edital de chamamento que fecha sem inscritos. Recurso incentivado que volta ao caixa por falta de projeto. Patrocinador que desiste na hora de pedir a certidão. Quase nenhum clube do interior perde por falta de oportunidade — perde por não estar em condições de disputar. LITHIUM trata disso primeiro, e só depois trata de vender.

Três etapas, nesta ordem

Não há atalho. Entidade irregular não capta, ativo sem título não se estrutura, e ninguém vende o que não pode entregar.

Habilitar

Estatuto compatível com o que a entidade quer receber. Governança que funciona no papel e na prática. Patrimônio com título. Marca sob controle. É a etapa que ninguém quer pagar e sem a qual as outras duas não acontecem.

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Estruturar

Inventário e preço dos ativos. Desenho de cotas com contrapartida mensurável. Instalação convertida em equipamento de receita. Direitos audiovisuais organizados. É onde a entidade descobre o que tem.

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Captar

Projeto apresentado na janela certa. Prospecção ativa de patrocinador e de empresa doadora. Prestação de contas desde o primeiro dia, não no fim. É onde o dinheiro entra — e onde a maioria dos projetos morre por descuido administrativo.

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Por onde você entra

Entidades esportivas

Clube, liga, associação, escolinha, federação regional. Você quer receita e provavelmente está a duas ou três certidões de poder disputá-la.

Para entidades esportivas

Empresas do Lucro Real

Parte do que você vai pagar de imposto pode ser destinada ao esporte da sua região, com dedução. O limite não se acumula: o que não é usado dentro do exercício se perde.

Para empresas do Lucro Real

Marcas patrocinadoras

Você patrocina há anos e não sabe dizer o que recebeu. Ou quer entrar e não sabe o que está comprando.

Para marcas patrocinadoras

Atletas

Sua imagem circula em contratos que você assinou sem discutir. E o que você publica hoje vale mais do que qualquer um desses contratos previu.

Para atletas

Escritórios de contabilidade e advocacia

Você atende entidades esportivas e chega aonde o clube confia em você. Mas há coisas que não são contabilidade nem advocacia: habilitar o estatuto para receber, dar título ao patrimônio, registrar a marca, precificar o que a entidade oferece.

Para escritórios

Influenciadores e criadores de conteúdo

Audiência local vale mais do que alcance sem vínculo, e o que costuma faltar não é visibilidade: é contrato. Ativo definido, contrapartida mensurável, relação com clube e comércio da região que não dependa de simpatia.

Para influenciadores

Investidores

O desporto brasileiro tem ativos subprecificados e passivos ocultos, e os dois costumam vir no mesmo pacote. O trabalho é separar um do outro antes de qualquer aporte.

Para investidores

Empresários e profissionais do esporte

Relação de confiança abre porta, mas não sustenta receita. Imagem e presença viram ativo quando têm escopo, contrapartida e contrato.

Para empresários e agentes

Patrocínio não falha por falta de dinheiro

As causas de fracasso já estão catalogadas na literatura do setor, e se repetem em qualquer escala — da Fórmula 1 ao campeonato regional.

Subinvestimento em ativação. A marca compra o direito e não reserva orçamento para explorá-lo. A cota é apenas o ingresso; fazer aquilo render costuma custar várias vezes mais. Patrocínio sem ativação é doação com logotipo.

Horizonte curto e sem métrica. Contrato de um ano, sem objetivo acordado antes da assinatura. Ao final ninguém sabe dizer se funcionou, e a renovação vira discussão de simpatia.

Desalinhamento estrutural. Nível de cota errado, sem desdobramento local, canal de vendas não avisado, exposição a associação indevida por terceiros.

Os três se resolvem no desenho, não na renovação.

O que uma entidade esportiva tem para vender

Quatro blocos. A maioria comercializa itens de um só — espaço na camisa e placa no campo.

Identidade

Intitulação de competição, equipe ou instalação. Uso de marca e símbolos. Designações de oficialidade. Exclusividade por categoria de produto.

Exposição

Espaço em uniforme, equipamento e instalação. Presença em transmissão e em canal próprio. Mídia espontânea do calendário.

Ativação

Promoções e sorteios. Uso do produto no ambiente de jogo. Hospitalidade. Varejo no local.

Relacionamento

Base de sócios e torcedores. Licenciamento de produtos. Programas de fidelidade.

O campo é usado em uma fração do ano

A literatura internacional de gestão de instalações esportivas chegou a uma conclusão que o interior brasileiro ainda não aplicou: a instalação sustentada apenas pelo calendário de jogos é deficitária por construção. O modelo que se paga converte a sede em equipamento de lazer e eventos, com receita ao longo do ano inteiro, e o jogo passa a ser uma das utilizações.

No interior de Minas, a demanda que sustenta isso não é bilheteria. É casamento, formatura, show, feira, leilão e exposição agropecuária.

O ativo é o terreno que a entidade já tem e não usa.

Torcedor não vira sócio de uma vez

A pesquisa sobre consumo esportivo descreve um percurso de quatro degraus: a pessoa toma conhecimento, se interessa, se identifica e só então se torna fiel. Cada degrau pede uma ação diferente e tem obstáculo próprio.

O erro mais comum em programa de sócio-torcedor regional é oferecer o último degrau a quem está no primeiro. A evasão que vem depois não é falha de execução, é falha de desenho.

O mesmo vale para o patrocinador e para a empresa doadora. Ninguém assina no primeiro contato.

Onde nosso trabalho termina

LITHIUM habilita, estrutura e capta. Três coisas ficam fora e são feitas pelo advogado da entidade: o visto no ato constitutivo, a emissão de parecer e a representação perante órgãos e tribunais.

Também não vendemos audiência garantida, não prometemos resultado esportivo, não intermediamos transferência de atleta e não recebemos comissão de fornecedor.

O que estamos acompanhando

  • Por que o edital fechou sem inscritos

    O que impede a entidade do interior de disputar recurso que já está reservado.

  • A empresa da sua cidade pode destinar imposto ao clube da sua cidade

    Como funciona e por que quase ninguém usa.

  • Base de torcedores é dado pessoal

    O que muda no programa de sócio e no que se pode oferecer a um patrocinador.

Comece pelo diagnóstico

Curto, e não exige que a entidade tenha nada organizado previamente. Ao final você sabe em que etapa está, o que falta para disputar recurso e em que ordem resolver. Se não houver trabalho a fazer, dizemos isso.